28.2.05




Nunca me faltem flores

Belo samba do Chico que eu não conhecia (resposta ao Cotidiano?), o deste pôste foi lançado em 1975 por Maria Bethânia.

A primeira vez que ouvi foi no último janeiro, no CCC, na homenagem ao compositor apresentada por Teresa Cristina, a quem dedico o pôste pela “data querida”.

Sem açúcar
Chico Buarque

Todo dia ele faz diferente
Não sei se ele volta da rua
Não sei se me traz um presente
Não sei se ele fica na sua
Talvez ele chegue sentido
Quem sabe me cobre de beijos
Ou nem me desmancha o vestido
Ou nem me adivinha os desejos

Dia ímpar tem chocolate
Dia par eu vivo de brisa
Dia útil ele me bate
Dia santo ele me alisa
Longe dele eu tremo de amor
Na presença dele me calo
Eu de dia sou sua flor
Eu de noite sou seu cavalo

A cerveja dele é sagrada
A vontade dele é a mais justa
A minha paixão é piada
Sua risada me assusta
Sua boca é um cadeado
E meu corpo é uma fogueira
Enquanto ele dorme pesado
Eu rolo sozinha na esteira
Imagem: International Poster / www.internationalposter.com

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Bohemios, bebey!

Os andarilhos de Botafogo que se preparem, pois está inaugurado no Baixo Assunção o novo botequim de nossa cidade: o Freguezia da Lagôa.

Seus proprietários são mais affáveys que os da concorrência e o espaço, bem mais generôzo que o da maioria dos botecos cariocas. Sem falar no sortimento da cosinha (vastíssimo!), no comforto do ambiente (arejadíssimo!) e no amassador de latinhas – characteristica tão appreciada pelos mais hébrios.

Nosso Alfredinho que se cuide!

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Promenade em Campos

“É canja! É canja! É canja de galinha!
Arranja outro time pra jogar em nossa linha!”

Mesmo com Scheidt em campo e toda sorte de baixezas (tais como pistoleiros no vestiário, apagão e pó-de-mico), o Botafogo jogou o fino no sábado e despachou o Americano na própprea terra do chovisco!

Artífices dos dois únicos tentos do jogo, o experiente Ramon e o audaz Ricardinho provaram de vez serem cracks, cheimando a língua deste blogueiro e aquecendo nossa torcida para o próximo compromisso alvinegro, domingo, no Maracanã.

O adversário? Tal de Flamengo...
Phocto: Aimhi Lodge / www.aimhilodge.com

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25.2.05




O banzo de 1955

Indicação do amigo Aydano (nomme de graphia mascavínica!), a secção Há 50 anos d’O Globo de antehontem trazia themma bem ao sabor de nosso blógue: o charnaval de outrora, o alcohol e a saudade que já se sentia do cancioneyro de tempos imemmoriaes.

É parágrapho tijolaço, mas valle a leitura!

“UMA DAS NOTAS dignas de realce no Carnaval que passou foi dada pela ordem e clima de segurança observados, graças ao excelente policiamento da cidade. A ação da Polícia Civil, conjugada com a da Polícia Militar e mais a cooperação do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, contribuiu para que o carnaval de 1955 se tornasse o mais ordeiro dos últimos anos. Os excessos, que nos anos anteriores empanaram o brilho da grande festa popular, praticamente não se verificaram. O número de ébrios, por exemplo, foi bastante reduzido, quase não houve conflitos e os crimes de morte se limitaram a pouco mais de meia dúzia. Este resultado se deve, em grande parte, ao excelente serviço de policiamento a que já aludimos e, em parte também, à não-proibição da venda de bebida alcoólicas, o que deixou o folião inteiramente despreocupado desse problema, contrariamente ao que ocorria nos outros anos, quando se faziam verdadeiros estoques de bebida para o período "seco" do carnaval. Este foi um lado positivo dos festejos momescos. Não foi, porém, sem uma certa melancolia que o repórter verificou um menor interesse popular pelo tríduo carnavalesco. As fantasias, bastante modestas, eram sobretudo práticas. As mulheres, em geral, preferiram vestir-se de marinheiro; e os homens, de short ou indumentária feminina. As músicas foram muito pobres, sendo que o povo chegou a preferir os sucessos dos carnavais antigos. Os blocos também, além de poucos, desfilaram pela cidade sem luxo e sem imponência. Outra característica: as famílias afluíram para as ruas apenas para assistir ao carnaval, deixando de participar ativamente dele. A população deixou de ser foliã, para ser apenas espectadora.”
Photo: Fundação Biblioteca Nacional / www.bn.br

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Tudo zen, meu bem

Dá-lhe Fla, dá-lhe Flu!

Que a Taça Rio permaneça como começou: com os clubs pai e filho vencendo (trégua apenas para o Alvinegro!) e o Vasco, tropeçando.

É verdade que tamanho não tem sido documento no Estadual 2005, mas não custa torcer para um caminho mais limpo em nosso grupo.

Basta que façamos nossa parte, a começar pela revanche contra o Americano, neste sábado, no covil dos Garotinhos. Pudim neles!
Foto: Caderno Barato / www.cadernobarato.blogger.com.br

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Xodó

Faz tempo que estou para postar este clássico do rastapé, mas só agora me veiu o motte.

Trata-se da semana que passei longe de minha pecchena (por circumnstancias familiares ou da labuta) a quem dedico o bayão de hoje – só vallendo a letra da segunda parte!

Qui nem jiló
Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira

Se a gente lembra só por lembrar
O amor que a gente um dia perdeu
Saudade inté que assim é bom
Pro cabra se convencer que é feliz sem saber
Pois não sofreu
Porém se a gente vive a sonhar
Com alguém que se deseja rever
Saudade, entonce aí é ruim
Eu tiro isso por mim, que vivo doido a sofrer

Ai quem me dera voltar
Pros braços do meu xodó
Saudade assim faz roer
E amarga qui nem jiló
Mas ninguém pode dizer
Que me viu triste a chorar
Saudade, o meu remédio é cantar
Saudade, o meu remédio é cantar
Foto: Greatest Cities / www.greatestcities.com

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24.2.05




Junim, sai desse banho, miniiiiino!

Papa da sem-vergonhice adolescente nos annos 50 e 60, o cartoonista Carlos Zéfiro é a bolla do momento – a rehedicção de seus quadrinhos piccantes, a partir de março, é a mais recente notícia da onda retrô.

Li as boas novas n’O Globo Online, que apresenta óptimo material sobre o dezenhista – ahy incluhidos um verbete, um texto do gente boa Joaquim Ferreira e também alguns dezenhos como o deste pôste.

Commo Zéfiro também atendia por Alcides Caminha (seo nome verdadeyro) e este se aventurava como compositor de samba, fiquemos então como uma parceria sua com Nelson Cavaquinho:

Notícia
Nelson Cavaquinho, Alcides Caminha e Norival Bahia

Já sei a notícia que vens me trazer
Os teus olhos só faltam dizer
Que o melhor era eu me convencer
Guardei até onde eu pude guardar
O cigarro deixado em meu quarto
É a marca que phumas
Confessa a verdade, não deves negar

Amigo como eu jamais encontrarás
Só desejo que vivas em paz
Com aquela que manchou meu nome
Vingança
Meu amigo eu não quero vingança
Os meus cabelos brancos me obrigam
A perdoar uma criança
Ilustração: Carlos Zéfiro, n'O Globo Online / www.oglobo.com.br

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Footballísticas

Eu bem que avisei que esse negócio de transmitir Botafogo x Olaria era impróprio para o horário...

Mas, como no futebol vale o papo dos fins que justificam os meios, arrasamos o brioso Olaria (2 a 0) e todos pudemos ver nosso eleven dar seu primeiro passo rumo ao título da Taça Rio.

Não fossem os 2 goals, eu diria que Guilherme teve a actuação de um abajur (ou de uma cômoda, ou de uma mesinha de cabeceira). Mas, como quem faz goal não é insignificante, foi ele o nome do jogo – escorado na máxima de boteco do parágrapho anterior.

Ramon não teve a mesma sorte e por isso foi o infeliz de hontem. Que diabbos! Si está velho, não corre direito e nem compensa a idade com passes geniaes, que seja passado adiante – sugestões de clubs de destino: Bahia, Náutico, Bangu, Extremadura (ESP), Espinho (POR) ou Flamengo.

Destack do embate, o velós Ricardinho tem um cérebro que é uma cruza de Donizete com uma cabeça de alface, mas levanta nossos fans com arrancadas dignas de Helinho (os botaphoguenses hão de se lembrar!).

Só pra não perder o costumme: "Fora, Scheidt!"

E que venha o Ammericano!

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23.2.05




Fióte de Sivirino

“Com tantos jogadores de futebol que vivem mudando de time, não entendo por que questionam tanto os políticos que trocam de partido.”

Carlos Willian, deputado federal pelo PMDB mineiro (ex-PSC, PSB e PPB), ontem de manhã, ao Jornal da CBN.
Foto: The University of Texas at Austin / www.utexas.edu

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Caro Sr. Bonequinho,

Uma belleza seus aplausos para Mar a dentro, Machuca, Os sonhadores, Closer e Desde que Otar partiu (sendo os últimos três de pé!). Concordo com eles, razão pela qual vinha satisfeito com meu recente "desempenho cinematográfico".

Tal seqüência, contudo, foi interrompida domingo, quando fui ver Menina de ouro e saí do cinema sem entender sua felicidade, tamanha a quantidade de pieguices, dramalhões e vilanices que se vê na fita. Neste último ponto, destacam-se os parentes malvados da mocinha (que lembram aquela família vilã d'Os Goonies) e o núcleo da lutadora vilã-mor (que parece saído de quadrinhos do Superhomem).

Que Sideways chegue logo e me ajude a retomar a boa fase.
Imagem: The Goonies / www.thegoonies.com

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Mas precisa mostrar ao vivo?!

O time não anda tão nobre quanto o horário do jogo de hoje (21h45, com transmissão da Globo), mas ainda assim levamos fé no recomeço.

O adversário é o Olaria – fogo de palha da Taça GB que começou surrando o Flamengo (3 a 0, lembram?) e depois terminou tão eliminado quanto os “grandes”.

Que a volta por cima do Glorioso trate de começar hoje!

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Pelé Coutinho

Sambista da linhagem de um Wilsomoreire Neilopes (e também de Romilde Toninho), os sambas do genial compositor Bid’Marçal destacaram-se ontem na série Ismael Silva: Deixa Falar, no show que apresentou os parceiros de Ismael cantados por Teresa Cristina, Pedro Miranda e Monarco (com direção de Luís Filipe de Lima).

Author de clássicos como A primeira vez e Agora é cinza, Bid’Marçal compoz também o samba deste pôste – um dos preferidos de Paulão Sete Cordas e sugestão – por que não? – de hino fubango:

Louca pela boemia
Bide e Marçal

Louca pela boemia
Me abandonou
Meu castelo dourado
Se desmoronou
Entreguei a ela
O destino meu
Louca pela boemia
Tudo esqueceu
Mesmo padecendo
Devo perdoar
Ela é muito jovem
Ainda não tem pensar

Ela vai voltar
Tenho esperança
Não conhece o mundo
Tão jovem criança
Longe dos meus olhos
Distante do meu amor
Ela vai sentir que a vida é um horror
Foto: Acessa.Com / www.acessa.com

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22.2.05


Segunda chamada

Lançado no CD Só Cartola (Rob Digital), este samba é um dos pontos altos da participação de Nelson Sargento no show que marcará a reabertura da Sala Funarte Sidney Miller, hoje, às 18h30 (distribuição de senhas a partir de 16h).

Deixa
Cartola e Nelson Sargento*

Deixa
Eu mesmo quero
Resolver os meus dilemas
Deixa
Quero escrever
Embora esteja
Com as mãos trêmulas
É assunto meu
Sei que ninguém dá solução
Tudo quanto sofro
Vou dizer numa canção
Deixa
Quando ela ouvir os meus poemas
Vai chorar
A consciência vai lhe castigar
Perdão, não quero
Nem vou perdoar

Deixa
Meu sofrimento um dia vai ter fim
Os meus poemas vão falar por mim
De todo o mal que o amor me fez
Deixa
A razão dizer quem tem razão
E o fantasma da ingratidão
Se retira com desfaçatez

Dividem o palco com Nelson Sargento a cantora Áurea Martins, o instrumentista e compositor Arismar do Espírito Santo e a dupla sergipana de cantores de emboladas Chiko Queiroga e Antônio Rogério.
*Parceria póstuma - Nelson fez a segunda parte após a morte de Cartola, com a devida autorização de
Dona Zica.

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Repercussão

Tão bombástica foi nossa matéria investigativa sobre os preços da Páscoa, que recebemos diversos apartes sobre a questão.

Resolvi transcrever as mais palpitantes:

Joãozinho: "Nos meus tempos de piada, dizia-se que o ovo custa mais caro pois há que se pagar o proctologista dos coelhos."

Fantástico: "Estamos de olho!"

Cicarelli: "Ovos? Ovos? Cadê a galinha?!!!"

Michael Jackson: "Prefiro mesmo assim esse tal do Garoto ao leite."

Celso Machado: "Ora, ora, seu ditador safado, censurador sem-verg... (delete)
Phocto: FAU UFRJ / www.fau.ufrj.br

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O contínuo e a secretária

Ela (pra vizinha): Bem que a associação podia organizar aquelas festinhas, pra animar a gente.
Ele: Ih, tá desanimada, é...?
Ela: Não é da sua conta!
Foto: Aki Festa / www.akyfesta.com.br

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21.2.05


O contínuo e a secretária

Ele: Ó... O Oliveira tá pedindo aquele ofício que a gente ficou...
Ela: Não é ofício!
Ele: ...de mandar, sobre aquela lâmpada que queimou no auditório...
Ela: Ai, não é ofício!
Ele: ...mas é uma lâmpada especial, daquela compridinha, de luz fria...
Ela: Não! É! O! Fício!
Ele: ...e custa 15 reais cada uma. E a gente precisa de duas,
Ela: É memorando.
Ele: ...pra ter uma de reserva, o que dá 30 reais no total.
Ela: Mê! Mô! Ran! Dô!

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Coelhinho, se eu fosse como tu...

neste ano não daria ovos, mas barras de chocolate.

É que, com a passagem do carnaval e a prematura exposição de ovos de Páscoa nos supermercados, nossa destemida equipe foi às ruas averiguar a quantas andam os preços do chocolate.

Bastou uma breve visita ao Pão de Açúcar do bairro para que se contatasse o esperado: dependendo do formato apresentado, um mesmo chocolate pode custar até três vezes mais caro.

Aos vallores appurados:

Lacta ao leite
Barra de 170g: R$ 5,39 / 1kg = R$ 31,70
Ovo nº 13 (140g): R$ 9,25 / 1kg = R$ 66,07 (oh!)

Nestlé ao leite
Barra de 170g: R$ 4,49 / 1kg = R$ 26,41
Ovo nº 15 (240g): R$ 16,10 / 1kg = R$ 67,08 (oooh!)

Garoto ao leite
Barra de 180g: R$ 4,25 / 1kg = R$ 23,61
Ovo nº 15 (200g): R$ 14,70 / 1kg = R$ 73,50 (oooooh!)

Ou seja: só compre ovos se seus presenteados forem tradiccionalistas do chocolate ou se seu passarinho estiver precisando de banheira nova (única utilidade daquele suporte plástico).

Ou seja 2: se aind’assim você achar que ovos de coelho valem mais do que barras de chocolate, abra os olhos com a chocolataria de Vila Velha...

É o seu Mascavinhas collaborando com a Uthylidade Pública!
Foto: Humorangal / www.geocities.com/humorangal

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Footballísticas

Ah, Luxemburgo... Que pena, hein?

Domingo mais triste só o do Caixa D’Água. Coitado...

O Voltaço, por outro lado, conquistou um pouco mais que a Taça GB e uma vaga na final do Estadual: se o outro finalista for um dos “grandes” (aspas necessárias), ele contará com a simpatia dos outros três coitados - devidamente incorporados pelo tradicional espírito de porco (lícito no futebol).

Já o do árbitro José Francisco de Oliveira foi bizarro ontem: faz tempo que não se vê juiz transformar em gol um chute “tão pra fora” como o de Wiliam, do Atlético-PR, no empate de seu time (2 a 2) com o modesto Império.

E que venha o Olaria, adversário do Alvinegro na próxima quarta, para curarmos de vez a terrível depressão que se abateu sobre nossos jogadores – em especial Scheidt... – após o tropeço na Taça GB.

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Vinde, vinde, moços e velhos!

Importante espaço do Centro do Rio fechado para reformas desde 2002, a Sala Funarte Sidney Miller será reaberta amanhã com uma programação de 4 shows que percorreram diferentes capitais do Brasil no ano passado pelo Projeto Pixinguinha.

Todos os shows começam às 18h30, com entrada franca – distribuição de senhas a partir de 16h na bilheteria do Palácio Gustavo Capanema (Rua da Imprensa, 16 / térreo).

Eis a programação (+ links com notícias/comentários sobre os shows em 2004):

Amanhã
Arismar do Espírito Santo, Áurea Martins, Chiko Queiroga & Antônio Rogério, Nelson Sargento;

Quarta
Ivor Lancellotti, Monarco, Roque Ferreira, Teresa Cristina;

Quinta
Jussara Silveira, Monica Tomasi, Nenê Quarteto, Tião Carvalho;

Sexta
Billy Blanco, Sebastião Tapajós, Tambolelê, Titane.
Foto: Lighthouse Recording / www.lighthouserecording.com

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18.2.05




Angenor, as crianças e o café

Mas e então, os amigos já têm programa pr'amanhã?

Pois "a boa" da tardinha está em Santa Teresa, perto das empanadas, onde nossa cherida Mônica Ramalho estará autographando seu Cartola (Ed.Moderna), que conta a vida do genial compositor mangueirense para os imphancto-juvenys.

Será na Livraria Largo das Letras (Almte. Alexandrino, 501, Largo dos Guimarães), a partir de 18h – dizem que é ótimo o expresso de lá.

Linda demanda
Cartola

Que linda demanda
Existe no samba
A nossa luta é sem rancor
Mangueira, Oswaldo Cruz, Estácio
Amizade, estreitos laços
Só por amor

Enquanto o evento não chega, os visitantes mais ávidos podem ler nossa Ramalho no especial pós-carnavalesco que o site Paralelos disponibiliza em sua home, com textos também do bravo Marcelo Motinha, popular Mouta.
Foto: Palavra de sambista / www.palavradesambista.blogger.com.br

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Oxente...

Pra quem ainda não se cansou de Sivirino Cavalcanti, o Nominimo traz novo texto – assinado por Carla Rodrigues – sobre o prisidente da Câmera dos Deputado. Aí vai um trecho...

"Cavalcanti não é considerado um parlamentar de segunda linha de graça: de pouca habilidade verbal, baixa capacidade de articulação para além de interesses específicos ou corporativos, dele já se diz: 'Já temos o nosso texano', numa referência direta aos conservadores que chegaram ao poder nos EUA."

A íntegra está , com direito às bizarras propostas de lei do pópulá deputado sapinho.
Foto: Hankfox / www.hankfox.com

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A nova máxima de nossa gente

"Começou aquele intervalo insuportável entre o Carnaval e o Ano Novo."

E dá pra negar a pertinência?

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Covardia

A concorrência já pode desistir que o concurso "mala do ano" já está definido neste 2005.

Nem adianta argumentar que fevereiro mal passou da metade, que ainda teremos uma edição do programa Fama, que Roberto Carlos sempre surge em dezembro, que Celso Machado falha mas não tarda...

que Daniela Cicarelli é pulle de déis!!!
Foto: Fotogramas / www.fotogramas.wanadoo.es

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17.2.05




Aos camaradas

Embora autor da marchinha preocupada O pedreiro Valdemar (com Roberto Martins), Wilson Batista não era propriamente um sambista de protesto.

Aind’assim, deixou pelo menos um “samba comunista”, conforme comentou-se à boca pequena na época do lançamento, há 60 anos, na voz de Jorge Veiga (gravações posteriores: Tio Bonifácio e Cristina Buarque).

Cabo Laurindo
Wilson Batista e Haroldo Lobo, 1945

Laurindo voltou
Coberto de glórias
Trazendo garboso no peito
A cruz da vitória
Oi, Salgueiro, Mangueira
Estácio e Matriz estão agindo
Para homenagear
O bravo Cabo Laurindo

As duas divisas que ele ganhou mereceu
Conheço os princípios
Que Laurindo sempre defendeu
Amigo da verdade, defensor da igualdade
Dizem que lá no morro vai haver transformação
Camarada Laurindo, estamos a sua disposição

PS: Mais pôsteres russos como o deste pôste no imperdível (e ilegível) Davno.Ru
Imagem: Davno.Ru / www.davno.ru

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O gajo que sabe das coisas!

Agora, que demos baile em Roraima (4 a 1!) e não precisamos mais de Prozaque, já estou em paz para apresentar-lhes este site peculiar que é o Bicarbonato Poético.

Seu author-edittor, o poeta-fotógrafo Leonel Ventorim de Jesus, já mereceria nossa atenção pelo facto de ser um português – nascido por acaso no Rio – que recusa o estereótipo da cruz sobre a faixa diagonal.

Seu negócio são as listras verticais com estrela no peito, razão pela qual – aí a visita torna-se obrigatória! – tem uma série de poemas dedicados ao Glorioso. Aqui vai um...

Enciclopédico

Vida passa
Morte passa
Pássaro passa
Chuva passa
Trem passa
Criança passa
Tempo passa
Tudo passa
Homem passa
Bola fica.
Nilton Santos.

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Fundamental

Mas, afinal, é RorÂima ou RorÁima?

Quem compartilhar de tamanha dúvida que trate de me ajudar a "angariar" visictantes roraymenses!

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16.2.05




...o Estácio de Ismael dizendo que o samba era seu...

Letra sem música (ou poema) de um dos nossos compositores mais geniais, os versinhos jocosos deste pôste abriram o segundo show da série Ismael Silva: Deixa Falar, a que assisti ontem no Teatro II do CCBB.

Dirigido por Luís Filipe de Lima (popular "O Pai do Miguel", director de tôda a sérye), o recital apresentou sambas amorosos de Ismael, naquele estillo bem estaciano de desprezar as mulheres em prol da mallandragem (“sambas misóginos”, conforme deffinem os almanaches).

Os microphones ficaram a cargo de Fátima Guedes (óptima em Amor de malandro) e do excelente Flávio Bauraqui – cantor de tippo colocquial, cheio de bossa tanto nos sambas quanto nos tais versinhos jocosos:

Como é chato a gente ser bonito
Ismael Silva

Nem mesmo em casa
Eu consigo me livrar
Das aventuras amorosas
Me roubando a paz
O telefone até parece um azar
E assim mesmo há quem diga que isso tudo é cartaz
É no teatro, no cinema, em qualquer parte, até mesmo na igreja
Não é exagero
Por mais que eu queira passar desapercebido
Sempre sou surpreendido
Por um olhar interesseiro
Das aventuras, a pior é com a Otília
Diz que comigo iria até pro infinito
Mesmo enganando que sou chefe de família
Mas como é chato a gente ser bonito!

Semana que vem a série traz os sambas dos "vizinhos" de Ismael – Bide e Marçal a dar com pau! – nas vozes de Monarco, Teresa Cristina e Pedro Miranda.
Imagem: Les Percuterreux d’la Beauce / www.percuterreux.com

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Deixa que eu deixo

A eleição da Câmara dos Deputados lembrou a F-1 dos anos 80.

O piloto A brigava com B, que dava o troco em A, que fechava B, que batia em A e a corrida caía de bandeja no colo de C – no caso, Nelson Piquet.

Menos arrojado e estrachado que o tricampeão da velha Brabham, o "C" dos deputados é o pernambucano Severino Cavalcanti, cria véia da UDN que tem como bandêra o... o... o... o... aumento prus députado!

Nosso comovido obrigado aos estrategistas brilhantes que nos brindaram com tão valloroso presente.

PS: Além das páginas atônitas d’O Globo de hoje, outras leituras propícias estão no blógue de Ilimar Franco e na coluna de Nomínimo assinada por Villas-Bôas Corrêa.
Foto: Piquet soca o chileno Eliseo Salazar, em Hall of Shame (http://f1rejects.com/hall/tyson/)

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Êita!

Sivirino presidente da Câmara, carrim com pneu estourado, Botafogo eliminado da Taça GB, carrim quazi sem freio, águia portelense cotó, carrim com embreagem quebrada (na estrada, à 0h30!!!), Jacarezinho rebaixada com Monarco e casal arriado com gripe.

Alguém aí tem um Prozaque?
Foto: Sorenz.dk / www.sorenz.dk

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15.2.05




Ouvindo

Samba-choro do autor de Nós, os foliões...

Maria Joana
Sidney Miller

Não faz feitiço
Quem não tem um terreiro
Nem batucada
Quem não tem um pandeiro
Não vive bem
Quem nunca teve dinheiro
E não tem casa pra morar
Não cai na roda
Quem tem perna bamba
Não é de nada
Que não é de samba
Não tem valor
Quem vive de muamba
Pra não ter que trabalhar
Eu vou procurar um jeito
De não padecer
Porque não vou deixar a vida
Sem viver

Mas acontece que Maria Joana
Acha que é pobre mas nasceu pra bacana
Mora comigo, mesmo assim não me engana
Ela pensa em me deixar
Já decidiu que vai vencer na vida
Saiu de casa toda colorida
Levou dinheiro pra comprar comida
Mas não sei se vai voltar
Eu vou perguntar:
Joana, o que aconteceu?
Dinheiro não faz você mais rica do que eu
Imagem: MPBNet / www.mpbnet.com.br

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São bacanas?

Nasci no Rio, gosto da cidade, apprecio seus costummes (e relicchias dignas de almanache!), mas desconfio desse papo de “o carioca é simpático, cordial e recebe bem o turista” que temos ouvido de nossa exultante indústria hoteleira.

Nada contra o maior fluxo de turistas na cidade neste início de 2005 e o conseqüente sucesso dos hotéis cariocas. O ponto que incomoda, aliás, não tem nada com isso – a explicação dos resultados pela “cordialidade” é que são elas...

E a japonesa esfaqueada e atropelada em Copacabana? E os angolanos que tiveram o ônibus invadido no Elevado da Perimetral? E o holandês que precisou imobilizar um sacripanta na praia? E o espanhol assassinado a bala no Aterro do Flamengo?

Ou estou vivendo n’outra cidade ou esse mito tá é caduco.

Em tempo: A chamada para a "notícia cordial" dividia a capa local d'O Globo Online com Capitão Guimarães atacando os políticos e notícias sobre tiroteios em Ipanema e no Rio Comprido.
The Imaginary World / www.theimaginaryworld.com

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14.2.05


São Valentim

Ele não goza de popularidade no Brasil, mas em outros países – sobretudo os de tradição saxônica – é uma espécie de Santo Antônio (embora menos casamenteiro e mais cupido).

Seu dia é o 14 de fevereiro – dia também de postar sambas-com-mote, como este gravado por Jair Rodrigues num daqueles ótimos Dois na bossa (com Elis).

PS: Feliz ano novo!

Amor de carnaval
Zé Kéti

Oba, oba, oba, meu bem
Não quero o teu beijo agora, meu amor
Se nos teus olhos tu me vês qual uma flor
Consola teu coração
Oba, oba, oba, meu bem
Me dê a mão, vamos pro meio do salão
A lua lá no céu é artificial
Porque é carnaval

Papai e mamãe não querem
Que eu namore pra casar
Ainda é cedo, vamos brincar
Amor de carnaval desaparece na fumaça
Saudade é coisa que dá e passa

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Football, caixinha de surprêzas?

E não é que a anunciada “festa do interior” se confirmou na Taça Guanabara?

Coisas de quem tem Bonamigo como estrategista, Alexalves como homem-gol e – o pior de tudo – o carniceiro Scheidt como xerife.

E agora sou Voltaço desde criansinha na decizão do primeiro turno, até porque êsse Americano não passa d’uma bella galhofa!

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Ex-modelo em atividade

Estou do lado dos que acham que Luma de Oliveira é figura dispensável no carnaval carioca, mas na polêmica “Luma na capa” meu lado é o outro: a argumentação de Ascânio Seleme me pareceu mais lógica do que a de Cora Rónai.

Só não precisava era argumentar que a ex-modelo em atividade merecia a capa pois foi ela "quem transformou as rainhas de bateria em instituição do carnaval."

É como defender o jogador que fez do carrinho uma instituição do futebol, não?

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11.2.05




Cabô de sair... Inda tá quentinha

Novamente memorável, a apresentação de nossa Orchestra Typica do Rancho Flôr do Sereno, na segunda de carnaval, foi das mais bonitas da breve história da agremiação.

Casa cheia, gente fantasiada, Alfredinho espinafrando e aquele repertório que dá gosto – além da polca São Cristóvão, destacou-se a marcha-rancho Flor da serenata, de Maurício Carrilho e Paulo César Pinheiro, aprontada a poucas horas da apresentação.

Belíssima na letra e na música, a nova composição vem se juntar - na anthologia de tributos ao nosso rancho - às já clássicas Marcha regresso (Cacaso, Elton Medeiros e Maurício Tapajós) e Flor do Sereno (Samuel Araújo).

Flor da serenata
Mauricio Carrilho e Paulo César Pinheiro

Não posso ver um rancho desfilar
Que eu vou atrás
Lembro dos velhos carnavais
A Flor do Resedá, do Ameno
Não morreu pra gente
Só virou Flor do Sereno
E eu vou seguindo os seus metais
E eu vou sonhando...
Até parece que voltaram os tempos
Esses tempos que não voltam mais

Flor do Sereno foi plantada
Pela madrugada
No jardim do coração
Flor do Sereno é flor da serenata
É azul, é verde e prata
No cetim do pavilhão
E a lua provoca amores casuais
Na rua, que os ranchos são sentimentais
E oferta Flor do Sereno a todos os casais
Que vão brincando em paz

Si conseguirmos appôyo, a próxima récita da orchestra typica se dará no próximo 26 de março, popular Sáb’ de Aleluya, novamente “defronte o Bip”.
Foto: Revista Globo Rural / www.revistagloborural.com.br

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Onde? Onde?

Um dos grandes momentos da cobertura carnavalesca deste ano foi a transmissão que a Rádio Globo AM fez do desfile de sábado em Sampaulo:

"Olha como tem mulher bonita na Nenê de Vila Matilde! Olha só...", exaltou o comentarista-compositor Zé Rodrix para o narrador, sem se tocar da impossibilidade de sua "sugestão" ao pobre ouvinte.

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Footballísticas (em thempo de semmi-finaes!)

1. Ramon está velhusco, Guilherme gorducho e Scheidt todo errado. Mesmo assim, atropelamos o Peñarol do interior fluminense (que virada!) e o que temos agora é o contrário do ano passado: nós dentro, eles fora.

2. Aliás, só mesmo a rara superioridade contra o rivais para justificar a comemoração alvinegra que se viu na saída do estádio. Esse papo de “o título está no papo” não passa de flamenguismo a ser rechaçado pelos botafoguenses de raiz.

3. Nosso adversário no domingo é o Americano, equipe goitacás que, além de ter sido a pedrinha em nossa shooteira nos últimos Estaduais, ainda contará com o novo rim do ilibado Caixa D’Água.

4. Falando na água (porém a que o passarinho bebe...), a festa botafoguense foi valorizada por Joel Santana, que, na ausência de um bom motivo para o fracasso do Vasco, resolveu sugerir mutreta do Glorioso.

5. E preparemos nosso pós-Estadual: com Maraca em obras até agosto e Caiuca transformado em CT (?!), estamos sem cancha para o 1º turno do Brasileirão (que não “inventem” Juiz de Fora, Edson Passos, Volta Redonda...).

6. Ão, ão, ão! Saci é seleção!
Foto: Cezar Loureiro, n'O Globo Online / www.oglobo.com.br

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Anim

Como é minha irmã a aniversariante de hoje, vale até homenagear a Mangueira... Salve as duas, então!!!

Estamos aí
Pelado e Comprido

Não adianta
Querer me humilhar
O meu castelo
Não vai desmoronar
Quem falar de mim
Não sabe o que diz
Eu sou a Mangueira
E me sinto bem feliz
Estamos aí, estamos aí
Mangueira tem fortes raízes
Não pode cair

Convocando a nova geração
Incentivo a velha guarda
Todos vivem em meu coração
E sabem que a vitória não tarda
Estamos aí, estamos aí
Mangueira tem fortes raízes
Não pode cair
Foto: Brazil Center (http://brazilcenter.co.kr)

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10.2.05




Charnavalescas II – após o desfile

Pois é... E não é que deu Beija-flor?

Já a Portela só foi “bela” só nas boas intenções do enredo – com águia rasteira, Velha Guarda barrada e pierrôs correndo pela avenida, a “salvação” veio da dissidente Tradição e dos benevolentes jurados de alegorias e adereços.

O mesmo quesito, aliás, foi decisivo para a perda do título pela Unidos da Tijuca – não fosse um incompreensível 9,9 a escola do Borel não seria bi-vice.

Nem o Tamborim d’O Dia, nem o Estandarte d’O Globo “anteciparam” o tricampenato nilopolitano – o primeiro deu Salgueiro; o segundo, Tijuca.

O que diabos, aliás, é Mirinho? O garoto nem saiu da adolescência e já cruza a avenida imitando a arrogância do pai, o recém-apagado corleone salgueirense Maninho.

Que bom que a Vila ficou.

E que pena que a Ilha não voltou...
Foto: Digilander / digilander.libero.it

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Portela na avenida – o que não pode é...

1. águia sem asa.
2. Velha Guarda não desfilar.
3. enredo ingênuo, tolo, batido.
4. samba idem, rimando “combatê” com “agá i vê” (bem lembrado pelo compadre Golda).
5. carro alegórico não “caber” no caminho até a avenida – as medidas “permitidas” são mais velhas do que a águia.
6. a última ala – de pierrôs – ter que passar correndo, literalmente, como se seus integrantes apostassem corrida (e os diretores de harmonia lá: “Bora! Bora!”).
7. Monarco cruzar a avenida no meio deles, puto com razão, caminhando a passos firmes rumo à Apoteose.
8. o desfile não terminar – depois de Monarco e dos palhacinhos velocistas, ainda tinha um pedaço do último carro quebrado, uma bandeira em homenagem a Sérgio Vieira de Mello e muita gente para entrar na Sapucaí.
9. um integrante da comissão de frente ter um princípio de incêndio em sua perna por conta de um buscapé da fantasia – preso na canela – que não se apagou.
10. (Hans Donner que me perdoe...) não repetir Dodô como rainha de bateria.

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Carmen Miranda

Ainda no ritmo carnavalesco, minha homenagem à “aniversariante” de ontem.

Uva de caminhão
Assis Valente

Já me disseram que você andou pintando o sete
Andou chupando muita uva
E até de caminhão
Agora anda dizendo que está de apendicite
Vai entrar no canivete, vai fazer operação
Oi que tem a Florisbela nas cadeiras dela
Andou dizendo que ganhou a flauta de bambu
Abandonou a batucada lá na Praça Onze
E foi dançar o pirolito lá no Grajaú

Caiu o pano da cuíca em boas condições
Apareceu Branca de Neve com os sete anões
E na pensão da dona Estela foram farrear
Quebra, quebra gabiroba, quero ver quebrar

Já me disseram que você...

Você no baile dos quarenta deu o que falar
Cantando o seu Caramuru, bota o pajé pra brincar
Tira, não tira o pajé, deixa o pajé farrear
Eu não te dou a chupeta, não adianta chorar
Imagem: Luiz, em Daniella Thompson / www.daniellathompson.com

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4.2.05




Charnavallescas

Beija-flor de novo não, né?

Da carnavalesca Maria Augusta, comentarista de TV, após visita ao barracão da Portela: “O que estão falando da sua escola é pura intriga. Pode esperar, que a Portela vai fazer um belo desfile.”

Falando em Portela: que nosso Monarco seja mais uma vez pé-quente para a Unidos do Jacarezinho – a letra do samba está lá no Pentimento.

Comé que é?!!! O enredo da Paraíso do Tuiuti é... Ricardo Cravo Albin?!!!

E que Joãozinho Trinta se recupere logo e o carnaval da Vila (simpática escola da Quizomba e de Nilton Santos) em nada se pareça com o da Grande Rio do ano passado.

Já o meu combalido Botafogo, com a derrota de ontem do Vasco, pode se classificar por antecipação se conseguir virar o jogo contra o Friburguense (1 a 0) nos 45 minutos que disputará amanhã em Friburgo. Dedos cruzados!

E bom carnaval a todos!
Imagem: E-jovem / www.e-jovem.com

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Ao vernáculo!

A propósito, diz J. T. da Silva Bastos no portentoso Diccionário Etymológico, prosódico e orthográphico da Língua Portugueza:

Folia [í], s. f. Dansa, ao som do pandeiro; folguedo; pândega; (iron) castigo, punição; (Beira) o mesmo que folia; (prov.) hydrophobia; certos divertimentos, por occasião das festas do Espírito Santo. (do fr. folie)

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E por falar em folia...

Flor do Sereno na segunda, Boitatá no domingo, Portela na Sapucahy, algum cinema e – se São Pedro permitir – boa praia também.

Sem falar na programação que (inda bem!) não está programada.

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O contínuo e a secretária (no ritmo dos folguedos)

Ela: Vê se não vai se estragar no carnaval, hein...?
Ele: Vou pular no Bloco de Jesus.
Ela: Hmmmmmm...!!!!!!
Ele: Pensa que não tem? É um pessoal que entra no meio dos blocos pra professar a palavra do Senhor...
Ela: Sei, sei...
Ele: Ih, qualé?! Tem muita gente perdida nesses blocos!!!
Ela: Pois é, estou conversando com uma.
Foto: Revista Época (http://epoca.globo.com)

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3.2.05




Hoje tem

Samba carnavalesco de 1940, feito especialmente para Francisco Alves...

Que rei sou eu
Herivelto Martins e Valdemar Ressurreição

Que rei sou eu
Sem reinado e sem coroa
Sem castelo e sem rainha
Afinal, que rei sou eu
O meu reinado
É pequeno e é restrito
Só mando no meu distrito
Porque o rei de lá morreu

Não tenho criados de libré
Carruagens nem coroas
E ninguém beija meu pé
Meu sangue azul
Nada tem de realeza
O samba é minha nobreza
Afinal que rei sou eu?
Ilustração: South Park em Cocô, senhora? (http://cocosenhora.blig.ig.com.br)

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Tutti buona gente!

Para quem ficar em casa nesta quinta pré-carnavalesca, a "boa" é o debate com os presidentes das escolas de samba do Grupo Especial, no canal CNT, às 21h.

Com apresentação do capilar Jorge "Só se for agora" Perlingeiro, o programa será uma prévia dos desfiles de domigue-segunda, com as clássicas juras de "respeito para com as coirmãs", "a escola vai vim coesa para a avenida" e "os componente todo vestiro a camisa".

Haja sic!

Agradecimentos à Bacha pela dica televisiva.
Foto: The Reel McCoy / www.the-reel-mccoy.com

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Que vendaval, que nada!

Muito se falou nas tormentas que voltemeia arrebatam a Ilha do Governador e outras mumunhas insulanas, mas não houve jeito.

O destemido grêmio de General Severiano foi ao Luso-Brasileiro – o popular "Estádio dos Ventos Uivantes" – e passou pela A. A. Portuguesa com a bravura de quem passa pela Linha Vermelha: 1 a 0, num pombo-sem-asa de Alex Alves.

A confiança no sucesso é tamanha que o Glorioso resolveu dar um gol de vantagem a seu adversário do sábado vindouro: o esquadrão suíço-germânico do Friburguense.
Imagem: Aves PT / www.avespt.com

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Rotos e esfarrapados

Já rubro-negros e tricolores ainda conseguiram deixar o Maracanã com alguma comemoração, ainda que derrotados na noite de ontem.

São os prêmios de consolação que só a rodada-dupla pode proporcionar: os primeiros lambendo os beiços com a vitória cabofriense por 3 a 2 (aos 48 do 2º tempo) e os segundos comemorando os 2 a 1 do Americano.

Pena que o espírito de porco só serve de gasolina no Estadual...

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Holanda

Terra que nos deu tulipas, boa cerveja, Vangógue, o carrossel e Ana de Amsterdam (escapei de trocadilhar o sobrenome do "pai" dela!), os Países Baixos entram neste pôste por conta dos 5% de acessos de lá que meu contador acusava ontem.

Vai entender... Mas o negócio é que passamos a ter mais gente do estrangeiro desde que nossa média diária de visitas pulou de 50 para mais de 100.

Figuram também na lista de países visitantes deste blógue as orientais Estônia, Polônia e Bulgária – é o Mascavinhas bombando no Leste Europeu!

A propósito: seria lá o esconderijo de nosso vingador mascarado e seus pseudônimos polissexuais?
Foto: Tim Mills (http://tims.geo.tudelft.nl)

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2.2.05




Bloco do Bozzano

Putz grílis.

É começar a temporada de confetes e persentinas para apparecerem hordas de foliões com aquela spuminha mizeráveo.

"Tanto riso, oh, quanta aleg((pfffffff)) Mais de mil palhaços no ((pfffffffffff)) Arlequim está chorando pel((pfffffffffffffff)) Colombina, no meio ((pfffffffffffffffffff))tidão..."

A phebre é tancta que não raro terminamos a pholia como se estivéssemos nos barbeando por inteiro: é brancura da espuma nos olhos, nos cabêllos (mesmo quando são poucos...), nas roupas (idem) e – peor de tudo! – nos coppos.

E depous ainda vem a tradicional chuva de confettes (este, sim, um artefacto authêntico!), que deixa o pobre do charnavallesco como um bollo de padaria.

Abaixo a damnada da spuminha!
Panificadora Parque Cecap / www.panificadoraparquececap.com.br

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E todo caminho deu no mar...

E salve a “dona” do dia de hoje – musa de tantos sambas e também de feriado (ooooh...) na Bahia.

Sol da manhã
Elton Medeiros

És como o sol da manhã
Que irradia em mim
Toda inspiração
És o poema divino
Que rege o destino
Do meu coração
És o tesouro na Terra
Que eu desejei encontrar
És como Vênus tão bela
Jamais poderei te amar

Como eu quisera te amar
Tal qual nos contos de fada
Estrela d’alva das minha madrugadas
Não tenho nada para te ofertar
The Electtronic Universe (http://zebu.uoregon.edu)

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Speechless (ou "Não custa dar uma satisfação")

Continuo à procura de um sistema de comentários que me permita afastar deste blógue os muito chatos, boquirrotos e pernilongos.

Enquanto não surgir alguma coisa além de serviços pagos ou que me obriguem a virar assinante de site, seguimos, portanto, sem interactividade neste Mascavinhas.

Mas já estou um tanto saudôzo de nohssas prozas diáreas.

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Não custa perguntar (mesmo sem interatividade)

Que diabos é "tombamento do samba como bem imaterial"?
Imagem: CSICOP / www.csicop.org

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1.2.05




23 de abril

Dia de São Jorge é feriado no Rio, mas o melhor da festa neste ano promete ser em Nictheroy.

É que, em comemoração pela data (também Dia do Choro e aniversário de Geraldo Pereira e Pixinguinha), a preffeytura da cidade-sorrizo apresentará na praia de Icarahy ninguém menos do que Paulinho da Viola.

No repertório: sambas, choros e a bella vista do Rio.
The sun is a lemon (http://2fargon.com/gallery)

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O contínuo e a secretária

Ela: Tarefa pra você-ê!
Ele se aproxima (andar de joão-bobo) e recebe as instruções.
Ela: Tem que ir no CCPTG pegar um documento, passar no CTJRQpin pra carimbar o papel, ir lá no Ministério da Guerra entregar a autorização, comparecer não-se-onde pra tirar o documento sei-lá-o-quê e depois comprar café.
Ele bufa.
Ela: Que é?! Não gostou?!!!!!
Ele (alto): Eu tô sozinho!!!
Ela (aos berros): Tá sozinho porque seu amiguinho não aparece há três meses!
Ele: Ah, mas...
Ela: Em novembro ele fez greve. Em dezembro, emendou greve com recesso! E em janeiro, tirou férias!!!

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100!

Sambista-epheméride deste anno, o jurujubense Ismael Silva é o tema da série que começa hoje no Cecê-Bebê, com direção do pai do Miguel.

Como os ingressos por lá costumam já nascer esgotados (coisa daquelas velhotas sagazes...!), informo a ótima programação a título de illustração...

01/fev: Cláudio Nucci e Elton Medeiros
15/fev: Fátima Guedes e Flávio Bauraqui
22/fev: Monarco, Pedro Miranda e Teresa Cristina
01/mar: Cláudio Jorge e Mônica Salmaso

...e posto meu samba preferido de seu repertório, para que comecemos desde já a cantar Ismael, ainda que com alguma inveja das tais velhotas.

Arrependido
Ismael Silva

Eu fiz tudo
Pra esquecer a quem amei
Hoje estou arrependido
Sem querer eu já chorei
Eu já chorei sem querer

Chorei por ter me lembrado
De tudo quanto eu fazia
Era tanta ingratidão
E você não merecia
Muito eu te fiz chorar
Não mereço o teu perdão
Tu deves me castigar
Magoei teu coração

Eu fiz tudo...

Em viver junto de ti
Ainda tenho esperança
O teu amor eu já vi
Que não me sai da lembrança
Quem diz fazer o que quer
Eu digo não ser verdade
Enquanto existir mulher
Há de existir saudade
É só alegria! / ehsohalegria.weblogger.terra.com.br

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