11.5.05

Zé Malta
Fan de Cláudio Adão, passarinhos e Lobsang Rampa, meu avô chega hoje aos 85.
É também rubro-negro de carteirinha (conselheiro do club) e uphanista confesso, razão pela qual diz que o mundo um dia ainda há de se curvar diante de nossos gêneros musicais – especialmente o samba, o maxixe e o (!!!) cateretê.
Por enquanto, vamos de samba.
Coisas do destino
Wilson Batista
Ai, ai, são coisas do destino
Sou rubro-negro
Meu patrão é vascaíno
Ai, ai, este emprego eu vou perder
Mas deixar de ser flamengo
Não, não pode ser
Lá no meu quarto
Tem escudo e tem retrato
De vários campeonatos
Sou flamengo pra chuchu
Ainda me lembro
Gazeteava a escola
Só pra ver o bate-bola
Na Rua do Paysandu
Foto: Colorfotos / www.colorfotos.com.br
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O que é isso, companheira?
Início de tarde no Centro, faixas pra todo lado e o breve discurso do ministro Gil (para a multidinha de grevistas) ainda repercutia no pátio do Capanema.
Volto do almoço e encontro a ascensorista emputecida: “Poxa... Falou, falou, falou e nem cantou nada!”
Pano, rápido.
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Início de tarde no Centro, faixas pra todo lado e o breve discurso do ministro Gil (para a multidinha de grevistas) ainda repercutia no pátio do Capanema.
Volto do almoço e encontro a ascensorista emputecida: “Poxa... Falou, falou, falou e nem cantou nada!”
Pano, rápido.
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Mãos ao bolso!
Tudo bem...
Não é novidade pra ninguém que esse negócio de seguro é um poço de sem-vergonhice, mas, aind’assim, não há como o sujeito não se assustar após receber uma dolorosa de mil-e-sei-lá-quantos reais para renovar a “proteção” do carro.
Recebi a minha anteontem e tive a sensação de estar sendo assaltado antes do assalto.
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Tudo bem...
Não é novidade pra ninguém que esse negócio de seguro é um poço de sem-vergonhice, mas, aind’assim, não há como o sujeito não se assustar após receber uma dolorosa de mil-e-sei-lá-quantos reais para renovar a “proteção” do carro.
Recebi a minha anteontem e tive a sensação de estar sendo assaltado antes do assalto.
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10.5.05
R$ 1,80
Não é barato, mas vale quanto custa o expresso que conheci após o almoço de ontem.
Fica no subsolo do Edifício Marquês de Herval, que, pra quem não sabe, é aquele prédio em frente ao Avenida Central, na Rio Branco, com rampa em espiral que leva – entre outros estabelecimentos – às livrarias Da Vinci e Berinjela.
Chama-se Café Gioconda o diabo do lugar, que é blasé e não bota biscoito no pires, mas merece a visita por conta do expresso – um tal Vila Borghesi, que vem das fazendas de São Paulo.
Ô, rubiácea gostosa!
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Não é barato, mas vale quanto custa o expresso que conheci após o almoço de ontem.
Fica no subsolo do Edifício Marquês de Herval, que, pra quem não sabe, é aquele prédio em frente ao Avenida Central, na Rio Branco, com rampa em espiral que leva – entre outros estabelecimentos – às livrarias Da Vinci e Berinjela.
Chama-se Café Gioconda o diabo do lugar, que é blasé e não bota biscoito no pires, mas merece a visita por conta do expresso – um tal Vila Borghesi, que vem das fazendas de São Paulo.
Ô, rubiácea gostosa!
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Tijolo na testa
Delicadeza de samba cantado por Teresa Cristina nos véios tempos do Semente, este bão Alvaiade também veio na safra de aniversário.
Embrulho que eu carrego
Alvaiade
Enquanto você não for eu não sossego
Você é um embrulho que eu carrego
Darei doces a Cosme e velas a Nossa Senhora
Se amanhã você me disser que vai embora
Na sua vida eu sempre fui a tábua de salvação
E você finge não entender a situação
Vai na paz, minha escurinha
Infelizmente você não pode ser minha
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Delicadeza de samba cantado por Teresa Cristina nos véios tempos do Semente, este bão Alvaiade também veio na safra de aniversário.
Embrulho que eu carrego
Alvaiade
Enquanto você não for eu não sossego
Você é um embrulho que eu carrego
Darei doces a Cosme e velas a Nossa Senhora
Se amanhã você me disser que vai embora
Na sua vida eu sempre fui a tábua de salvação
E você finge não entender a situação
Vai na paz, minha escurinha
Infelizmente você não pode ser minha
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9.5.05

Epheméride
Completaram-se ontem 50 anos da morte de Geraldo Pereira – o dia 8 de maio de 1955, conta o nosso Filipel, também era dia das mães.
Antes que entremos na discussão sobre a causa mortis (mais encrencada que o segredo de Tostines...), um belo samba do compositor que reouvi ontem no CD O rei do samba (trilha-sonora do filme de José Sette), numa leva de presentes juiz-foranos.
Foi o primeiro samba gravado de Geraldo Pereira – em 1939, por Roberto Paiva.
Se você sair chorando
Geraldo Pereira e Nelson Teixeira
Se você sair chorando
Fingindo que vai embora
Meu amor, não ignoro
O seu pensar
Ficarei muito contente
Vou viver com alegria
Espero seu desprezo um dia
Não vou chorar
Você vai que a rua lhe convida
De que valem dias vidas
Sem prazer
Tudo quanto é difícil
Eu dou-lhe com sacrifício
E você não sabe me compreender
Foto: Leis de Murphy / www.leisdemurphy.blogger.com.br
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Footballísticas
Botafogo vitorioso nas barbas de Eurico, Timón surrado em Sampaulo e Flamengo dando continuidade a suas tropicadas (em tempo: que pelada, hein?).
Tahy um domingo alvissareyro!
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Botafogo vitorioso nas barbas de Eurico, Timón surrado em Sampaulo e Flamengo dando continuidade a suas tropicadas (em tempo: que pelada, hein?).
Tahy um domingo alvissareyro!
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Interessante
...a idéia de quem resolveu embrulhar o esqueleto do JB com outdoors do supermercados Sendas.
Além de aproveitar a estrutura banguela pra ganhar um cascalho, inda dá uma colorida na vista de quem passa pelo Viaduto do Gasômetro.
Foto: Gadgets / www.gadgets.com.pt
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6.5.05

Hoje tem!
Quem puder, que compareça hoje à Sala Baden Powell.
Quem não puder, que vá catar coquinho ou então aguarde outro dia da curta temporada de lançamento do CD Lamartiníadas – amanhã, depois e no fim de semana que vem.
Jeanette
Lamartine Babo e Assis Valente, 1936
Jeanette, Jeanette, Jeanette
Chega de fita, venha me ver
Eu sou também do time do Maurício, oh, Jeanette
Maurício Chevalier
A minha voz é igual à do Kiepura
Que é pura francamente eu não sei não
Depende tudo da temperatura
Ou de um resfriado no pulmão, coração
Jeanette, Jeanette, Jeanette...
Eu sou o mocinho e tu és a mocinha
A marcha é a sinfonia que acabou
Eu tenho a minha voz muito fininha
Tenho uns pigarrinhos na garganta, ho ho ho
Foto: Image Bank / www.imagebank.com
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A vida anda ruim na aldeia...
Depois da reeleição de Bush, agora é Blair quem recebe o aval de sua gente para mais um mandato – o terceiro.
Não sou de generalizar, mas não dá pra não s’incomodar com tanta gente que vai às urnas e diz: “Sim senhor, eu quero é guerra.”
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Depois da reeleição de Bush, agora é Blair quem recebe o aval de sua gente para mais um mandato – o terceiro.
Não sou de generalizar, mas não dá pra não s’incomodar com tanta gente que vai às urnas e diz: “Sim senhor, eu quero é guerra.”
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5.5.05
O contínuo e a secretária
Vizinha: Viu só a menina da sala no fim do corredor?
Secretária: Hã...
Vizinha: Tá bem de greve, mas todo dia sobe pra tomar café.
Secretária: Ah, sem-vergonha...
Vizinha: Faz greve mas não abre mão do cafezinho.
Secretária: Pois é.
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Vizinha: Viu só a menina da sala no fim do corredor?
Secretária: Hã...
Vizinha: Tá bem de greve, mas todo dia sobe pra tomar café.
Secretária: Ah, sem-vergonha...
Vizinha: Faz greve mas não abre mão do cafezinho.
Secretária: Pois é.
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Por falar neles...
Diz a cartilha (aquela dos 96 termos prohibidos pela Secretaria de Direitos Humanos):
FUNCIONÁRIO PÚBLICO: depois de sistemáticas campanhas de desprestígio contra o serviço público, os trabalhadores dos órgãos e empresas públicas preferem ser chamados de servidores públicos, para enfatizar que servem ao público mais do que ao Estado.
Outros destaques da cartilha:
ANÃO: são vítimas de um preconceito peculiar: o de sempre serem considerados engraçados. Não há nada especialmente engraçado. O fato de ser anão não afeta a dignidade.
BARBEIRO: Usado no sentido de motorista inábil, é ofensiva ao profissional especializado em cortar cabelo e aparar a barba.
GILETE: o termo adequado é bissexual.
PALHAÇO: o profissional que vive de fazer as pessoas rirem pode se ofender quando alguém chama de palhaço uma terceira pessoa a quem se atribui pouca seriedade.
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Diz a cartilha (aquela dos 96 termos prohibidos pela Secretaria de Direitos Humanos):
FUNCIONÁRIO PÚBLICO: depois de sistemáticas campanhas de desprestígio contra o serviço público, os trabalhadores dos órgãos e empresas públicas preferem ser chamados de servidores públicos, para enfatizar que servem ao público mais do que ao Estado.
Outros destaques da cartilha:
ANÃO: são vítimas de um preconceito peculiar: o de sempre serem considerados engraçados. Não há nada especialmente engraçado. O fato de ser anão não afeta a dignidade.
BARBEIRO: Usado no sentido de motorista inábil, é ofensiva ao profissional especializado em cortar cabelo e aparar a barba.
GILETE: o termo adequado é bissexual.
PALHAÇO: o profissional que vive de fazer as pessoas rirem pode se ofender quando alguém chama de palhaço uma terceira pessoa a quem se atribui pouca seriedade.
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Tem, tem, tem brincadeira e qualidade
Não bastassem as próprias gravações de Nara Leão (todas de 64 a 75), a caixa com 13 CDs que ganhei de presentaço de aniversário inda tem um "brinde" providencial...
Refiro-me aos "sidneys mílleres" que não encontramos por ahy – dele, só há o CD da Elenco... – e estão n'alguns dos ótimos discos da tristonha musa da bossa-nova. Eis uma marcha singela:
Menina da agulha
Sidney Miller
Que menina é aquela
Que vem de tão longe?
Tão longe
Tão triste e pensativa
Ela vem de onde
Que rosto é o rosto dela
Que sorriso esconde
Que sonho vem com ela
Menina, me responde
Eu ando por aqui
Por aqui assim
Assim
À procura de uma agulha
Que eu aqui perdi
Era agulha que bordava
Meus vestidos, meus encantos
Meus dias coloridos
Meu Deus… e foram tantos
Menina, vá pra casa
Vá dizer a seu pai
Seu pai
Que uma agulha que se perde
Não se acha mais
Eu achei, brinquei com ela
Espetei meu coração
Na dor foi-se o brinquedo
No amor fez-se a canção
Vem viver
Que a vida inteira roda
Roda uma estrada, um violão, um canto
Roda à procura eterna de um recanto
Onde outras rodas possam se encontrar
E cantar como eu cantava outrora
Quando ao meu canto respondia a aurora
Em versos claros como a luz do dia
Em que a poesia cantará o amor
Foto: TVE / www.tvebrasil.com.br
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4.5.05

Siiiiiiim!
Crack nos motes e nas ovas de peixe (sem falar no mascarpone...), o famôzo sete-chordas Luís Filipe de Lima agora é duplamente concorrente.
Após o êxito inconteste do infantil É dura a vida honesta, nosso andarilho leblonino falará também à gente grande através do blogue Seremos felizes.
O lançamento foi anteontem, com direito a poemmas satyricos, Hebe Camargo, Alceu Valença e um fuá-grrá pra ninguém botar defeito.
Salve a nova empreitada do pai do Miguilim!
Foto: FPA / www.fpa.org.br
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Polêmica... volver!
Outra faixa de que gostei no novo CD de Zeca Pagodinho, À vera, debatido por aqui na sumana passada:
Cavaco e sapato
Zeca Pagodinho e Nei Lopes
Você me pede pra comprar sapato
O que eu preciso é mesmo um bom cavaco
Quando eu cantar o meu partido-alto
Esse seu sapato vai perder o salto
Vai perder o salto de tanto sapatear
O meu partido vai te descalçar
E vai pagar pelo teu desaforo
Vai perder o salto, a sola e o couro
Sapateia aí, Juraci
Sapateia aí, sapateia aí
Mas cuidado pra não cair
O teu sapato já tá requenguela
Já perdeu o salto, arrebentou duas fivelas
O meu cavaco nunca se atrapalha
E esse teu sapato já virou sandália
Você me pede pra comprar sapato...
Vai perder o couro e também o rebolado
E se não deixar de moda, tu na roda até faz feio
O meu cavaco vai te pôr de perna bamba
Quem mandou tu vir pro samba com esse salto sete e meio
Sapateia aí, Juraci...
O meu cavaco continua animado
Bem afinado em ré sol si ré
Quando acabar esse samba rasgado
Você vai subo o morro com a sola do pé
PS: Mas como Juraci dá samba, hein?
Foto: iG / www.ig.com.br
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O contínuo e a secretária
Conversa sobre um passado remoto.
Vizinha: Ai, aquilo que era tempo bom...
Secretária: Tempo em que o servidor era valorizado!
Vizinha: Tempo em que se trabalhava muito também.
Secretária: É.
Vizinha: Pois é.
Secretária: É, mas hoje a gente trabalha muito também.
Vizinha: Ah, isso é verdade.
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Conversa sobre um passado remoto.
Vizinha: Ai, aquilo que era tempo bom...
Secretária: Tempo em que o servidor era valorizado!
Vizinha: Tempo em que se trabalhava muito também.
Secretária: É.
Vizinha: Pois é.
Secretária: É, mas hoje a gente trabalha muito também.
Vizinha: Ah, isso é verdade.
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3 achados, 1 perdido
Não é só a malandragem suspeyta que dá sôppa na Cinelândia. Nas prateleiras da feira do livro também se encontra coisa que preste.
A começar por uma edição antiga do clássico salgueirense Academia do Samba, de Haroldo Costa, e pelo verde-e-rosa Fala Mangueira, de Carlos Cachaça, Marília Barboza e Arthur de Oliveira Filho.
Outro que merece destaque é Tra-la-lá, de Suetônio Valença, sobre compozitor Lamartine Babo – este que (pausa para os comerciais!) foi homenageado no CD Lamartiníadas, que, por sua vez, será lançado na Sala Baden Powell em curta temporada que se inicia depois d’amanhã.
Todos à venda na barraca da Elizart (primeira no caminho de quem anda do Municipal pro Odeon), a mesma em que deixei escapar na semana passada o precioso Figuras e coisas do carnaval carioca, de Jota Efegê.
Imagem: Www.Andrew / www.andrew.cmu.edu
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3.5.05
Boga na milhagem
Começa na maciota o Projeto Pixinguinha neste mês de maio.
Ontem foi a vez da caravana de Elton Medeiros, Jair do Cavaquinho e Galo Preto abrir os trabalhos do mês no Nordeste – acompanhados da cantora Andrea Pinheiro e do chorão catarinense Geraldo Vargas, eles se apresentaram no Teatro Castro Alves, em Salvador.
Em paralelo a esta turma, uma outra excursionará pelas regiões Sul e Sudeste do país, com estréia marcada para hoje, às 18h30m, na Sala Funarte Sidney Miller (Rua da Imprensa, 16 – Centro).
As atrações: nosso intrépido Moacyr Luz, a cantora maranhense Cecília Leite e o flautista potiguar Carlos Zens. No meio-campo, um team de cracks que contará com estetas do samba y do choro como o cavaquinista Marcio Hulk (popular “Almeida”) e Lucas Porto (nosso bravo “Boga”).
A eles, meus votos de ótima viagem...
Anjo da velha guarda
Moacyr Luz e Aldir Blanc
O terno branco parece prata
E a fita em meu peito diz que eu sou
Daqueles que vão pra Maracangalha
Rever Anália, eu vou
O vento que leva o chapéu de palha
Também sou de fibra e de pau brasil
O samba é tudo que eu sei
E momo é o único rei que amei
Sou a sétima corda e passo devagarinho
Com rodouro no coração
Meu nome em letras de ouro
É parte do tesouro
De qualquer agremiação
De cuíca eu manjo
Também vou de banjo
Fiz das avenidas meu salão
Fidalguia esbanjo
E danço com meu anjo
Eu sou da velha guarda
Meu irmão
Foto: John Dolphin / www.johndolphin.net
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Babo... Zeiras!
Relícchia da bibliotheca de Luís Filipe de Lima, o sathyrico livro Lamartiníadas (Editores I. Muniz & Cia., 1939) tem sua capa postada para vos lembrar, oh estimados internautas, do evento que lhes aguarda na sexta-feira vindoura.
Refiro-me ao show homônymmo, que marcará o lançamento do CD deste que vos bloga (+ Pedro Miranda e Alfredo Del-Penho) em minne-temporada na Sala Baden Powell – nos dois primeiros sexta-a-domingo de mayo.
Já confirmou prezença a pequena de nome Jeanette.
Imagem: Mascavinhas / www.mascavinhas.blogger.com.br
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2.5.05
O nosso amor é tão bom...
Samba que conheci em recente e preciosa leva de alvaiades, o de hoje trata da labuta (lida, batente...), com mote parecido ao de Ela é dançarina, de Chico Buarque:
De sol a sol
Oswaldo dos Santos “Alvaiade” e Ary Monteiro
Não há razão em dizer
Que eu trabalho pouco
Se você visse meu trabalho
Até ficava louco
A minha vida é outra
Não sou nenhum rouxinol
Trabalho muito de sol a sol
(Sol a sol)
Você não tem razão
Só conhece a boemia
Você nunca enfrentou
O sol de janeiro ao meio-dia
Dinheiro consigo é mato
Eis aí grande verdade
Levanto às três da manhã
E você às quatro da tarde
|
Samba que conheci em recente e preciosa leva de alvaiades, o de hoje trata da labuta (lida, batente...), com mote parecido ao de Ela é dançarina, de Chico Buarque:
De sol a sol
Oswaldo dos Santos “Alvaiade” e Ary Monteiro
Não há razão em dizer
Que eu trabalho pouco
Se você visse meu trabalho
Até ficava louco
A minha vida é outra
Não sou nenhum rouxinol
Trabalho muito de sol a sol
(Sol a sol)
Você não tem razão
Só conhece a boemia
Você nunca enfrentou
O sol de janeiro ao meio-dia
Dinheiro consigo é mato
Eis aí grande verdade
Levanto às três da manhã
E você às quatro da tarde
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Mas quem era o juiz?
Terra de Geraldo Pereira, Murilo Mendes e do alvinegro Tupi Foot Ball Club, a aprazível Juiz de Fora servirá de sede temporária – por uma semana – à redação do estimado Lameblogadas.
Que a estada de sua titular seja das melhores (ai, sodade matadêra....) e, ao fim, esclareça-se quem diabos foi o tal juiz, afinal, nem o próprio site da cidade dá conta de explicar com firmeza:
“Em 1850, a Vila de Santo Antonio do Paraibuna é elevada à categoria de cidade e, quinze anos depois, ganha o nome de cidade do Juiz de Fora. Este curioso nome gera muitas dúvidas quanto à sua origem. O Juiz de Fora era um magistrado nomeado pela Coroa Portuguesa para atuar onde não havia juiz de direito. A versão mais aceita pela historiografia admite que um desses magistrados hospedou-se por pouco tempo em uma fazenda da região, passando esta a ser conhecida como a Sesmaria do Juiz de Fora. Mais tarde, próximo a ela, surgiria o povoado. A identidade exata e a atuação desse personagem na história local ainda são polêmicas. Um personagem de grande importância na cidade foi o engenheiro alemão Henrique Guilherme Fernando Halfeld que empresta seu nome a uma das principais ruas do comércio local. Halfeld, após realizar uma série de obras a serviço do Estado Imperial Brasileiro, acaba por fixar residência na cidade, envolve-se na vida política, constrói a Estrada do Paraibuna e promove diversas atividades no município, sendo considerado um de seus fundadores.”
Imagem: Adoro Cinema Brasileiro / www.adorocinemabrasileiro.com.br
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Footballísticas
Ficou a uma vitória – vascaína – da perfeição para os cariocas a segunda rodada do Campeonato Brasileiro.
Fla e Flu venceram fora, o primeiro amenizando a estréia medíocre e o segundo mantendo a ponta na classificação, ao lado de Santos e Botafogo.
O Glorioso, por sua vez, não só colaborou para o desempenho da cidade como deu exemplo de bravura sem fim, derrotando este conglomerado paulista-argentino-iraniano-russo que chamam de Corinthians.
Vida longa aos clubs cariocas.
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Ficou a uma vitória – vascaína – da perfeição para os cariocas a segunda rodada do Campeonato Brasileiro.
Fla e Flu venceram fora, o primeiro amenizando a estréia medíocre e o segundo mantendo a ponta na classificação, ao lado de Santos e Botafogo.
O Glorioso, por sua vez, não só colaborou para o desempenho da cidade como deu exemplo de bravura sem fim, derrotando este conglomerado paulista-argentino-iraniano-russo que chamam de Corinthians.
Vida longa aos clubs cariocas.
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